JerusalémIsrael aceitou o envio de uma delegação internacional à zona para investigar se seus soldados cometeram um massacre no campo de refugiados de Jenin. O ministro da Defesa israelense, Benjamín Ben Eliezer, afirmou que ‘‘Israel não tem nada a esconder. Em Jenin morreram 23 soldados e mais ou menos 50 palestinos’’, acrescentou o ministro, que dialogou no final da noite de sexta-feira com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pouco antes de o Conselho de Segurança adotar uma resolução para o envio dessa delegação, segundo a rádio pública.
Fontes israelenses disseram que Israel pediu que as investigações fiquem sob o comando de um enviado especial de Annan, embora este último tenha esclarecido que o trabalho deve ser realizado por uma equipe de especialistas.
ExplosõesPelo menos seis pessoas ficaram feridas nas últimas horas em várias explosões ocorridas no campo de refugiados de Jenin. As explosões ocorreram quando os refugiados removiam escombros de edifícios bombardeados e demolidos pelo Exército de Israel, enquanto buscavam cadáveres, sobreviventes e familiares desaparecidos, informou a rádio pública israelense.
Mortos em NablusNo mínimo 75 pessoas morreram na cidade de Nablus (Norte da Cisjordânia) desde o dia 3 de abril, início dos combates entre militantes palestinos e o Exército israelense, informou ontem Annan Attira, porta-voz do governo local. Na lista oficial de corpos encontrados estão os de cinco meninos, sete mulheres e quatro idosos. O restante são homens adultos. ‘‘Mas é impossível determinar o número de mortos porque a lista de desaparecidos é enorme, alguns podem estar na prisão, outros sob os escombros’’, disse.
AjudaGrupos pacifistas e humanitários israelenses entregaram ontem a palestinos três caminhões com alimentos e medicamentos arrecadados em uma campanha pública realizada em Israel. As doações foram distribuídas aos palestinos de Tulkarem, depois de o Exército autorizar que a mercadoria fosse levada de caminhões israelenses a veículos palestinos no posto de controle militar de Taibe, cerca de 35 quilômetros ao nordeste de Tel Aviv.
Yoel Marshak, organizador da campanha, disse que ‘‘as autoridades militares apoiaram a iniciativa’’.

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