A vice-governadora Emília Belinati (PFL) vai ficar sem mandato político a partir de 31 de dezembro, quando encerra o governo Jaime Lerner (PFL). A decisão de não concorrer a nada nas eleições deste ano, anunciada por Emília na sexta-feira, só confirma o desprestígio acumulado pela família Belinati nos últimos anos. Primeiro foi Antonio Belinati (sem partido). Ele perdeu o mandato como prefeito de Londrina, identidade partidária, e direito de disputar às eleições. Emília ruma para um caminho tão árido quanto o do marido. Sem poder dentro do próprio governo e apoio do PFL, seu partido, assume o Palácio Iguaçu na próxima terça-feira, quando Lerner viaja para a Alemanha. O tom do governo não vai mudar com a sua interinidade e com as próximas que venham a ocorrer até o final do ano. A equipe de Lerner está bem orientada, para não mudar a linha político-administrativa.
ESPERANÇA - Para a família que já foi uma das mais influentes na política do Paraná, resta a esperança que o filho, Antonio Carlos Belinati (PSL), se reeleja deputado estadual.
DESAFIO - O futuro governador vai ter um desafio pela frente: ver se mantém ou não a alavanche de contratos firmados, terceirizando serviços e obrigações do Estado. Contratação de pessoal, empresas de consultoria, alugueres de equipamentos e veículos. Um pacote a ser rigorosamente analisado.
CONDIÇÃO - Algodão para acomodar os cristais é pouco para o PDT do Paraná. O senador Osmar Dias, candidato à reeleição, avisou ao irmão Alvaro Dias, candidato do PDT ao governo, que não vai ficar pedindo votos para o candidato do PPS à presidência, Ciro Gomes, sem antes ouvir do ex-ministro suas propostas para o Paraná.
COMITÊ - Foi lançado ontem em Curitiba um comitê de apoio às candidaturas de Roberto Requião (PMDB), ao governo do Estado; e de Luiz Inácio Lula da Silva, à presidência da República. A deputada federal Rita Camata, do PMDB, não foi convidada para o evento.
PANFLETAGEM - A campanha de Requião e do ex-governador Paulo Pimentel, este candidato ao Senado, já está nas ruas. Gols brancos, com a logomarca da dobradinha e abarrotados de material de divulgação, estão circulando pelo Interior. Ao todo, seriam 100 carros.
SONHO MEU - Aliás, Pimentel está feliz da vida. Independente do resultado da eleição, desta vez, pelo menos, conseguiu segurar-se como candidato ao Senado. Tentou em 1998, mas foi descartado na última hora pelo PFL, depois inclusive de ter se anunciado como candidato. O pedido de impugnação, que tramita na Justiça Eleitoral e que foi ajuizado na semana que passou, em tese, não é motivo para pânico.
SUGESTÃO - Há quem sugira uma mudança imediata na chapa de Tony Garcia (PPB), candidato ao Senado. Um nome para substituir o petebista Emerson Palmieri, na segunda suplência. Palmieri ficou na berlinda esta semana. A imprensa nacional ressuscitou sua participação na campanha de Cassio Taniguchi (PFL), em 2000. O nome de Palmieri consta no livro-caixa investigado pela Polícia Federal e Ministério Público, em busca de um caixa 2.
PERGUNTINHA - Com a máquina a seu favor, agora Beto Richa decola?
Leandro Donatti e sucursais
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