Isolado, Ogier quer manter candidatura ao governo
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 28 de agosto de 2018
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba - Mesmo sem o apoio do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que busca a impugnação de sua candidatura, Ogier Buchi (PSL-PR) garantiu nessa terça-feira (28) que seguirá na disputa ao governo do Paraná. Advogados da legenda protocolaram na Justiça Eleitoral um pedido de desconsideração da chapa. "Estou indo para todos os eventos oficiais aos quais sou convidado e mantenho sim a minha tentativa de registro, para concorrer no pleito de 2018, nas mesmas condições", afirmou Buchi. A entrevista coletiva foi concedida na sede do Patriotas, em Curitiba. A sigla compõe a coligação ao lado do PTC.

Segundo o candidato, a postura do PSL nacional atrapalha, mas não impede sua participação. "Eu tenho lidado com isso da maneira que lidei com tudo quanto é dificuldade na minha vida. Já disse mais de uma vez que sou um sujeito resiliente (?) Encaro como um percalço a ser enfrentado. Temos hoje um contencioso eleitoral. Apenas acho bastante estranho que o partido me convide no dia 5, homologue a minha candidatura e depois no dia 15 a dita nacional emita uma nota dizendo que não encontra conveniência em candidatura própria", comentou.
Buchi contou ainda que o convite para concorrer ao Palácio Iguaçu partiu do deputado federal Fernando Francischini (PSL-PR), de seu filho, o deputado estadual Felipe Francischini (PSL-PR), e de sua esposa, Flávia Francischini (PSL-PR), que preside a sigla no Estado. A mudança de postura veio depois, quando a provisória nacional julgou melhor não lançar ninguém no Paraná. "O que eu vejo e é justificável é o que ocorre nos outros Estados. É sabido por todos que existe uma diáspora entre os filhos do Jair Bolsonaro e a presidência do meu partido".
Na avaliação dele, porém, a decisão da cúpula do PSL não é coerente. "Eu não entendo coerência o meu partido apoiar um candidato que tem partido com candidato próprio a presidente da República e que tem um ideário partidário completamente diferente do ideário do PSL, propaga propostas diametralmente opostas àquelas que nós temos. Eu sou coerente, eu sou Bolsonaro. Acho importante que os candidatos do PSL, Patriotas e PTC sejam eleitos, faço campanha por eles, peço voto para eles e continuarei a pedir", completou.
Questionado sobre como bancaria sua campanha, Buchi disse que do próprio bolso, entretanto, não informou valores. "Não estimo e quero ser absolutamente sincero. Vou procurar gastar o mínimo possível, porque são recursos próprios, tenho o apoio da minha família nessa decisão". Ele também respondeu que utiliza imagens de Bolsonaro em seus materiais porque cumpre o estatuto do partido e afirmou que não possui "plano B", em caso de derrota na Justiça. "Se a candidatura não for homologada, vou recorrer à instância superior. No momento mantenho o otimismo e acredito na lei".


