Isfer vai sugerir suspensão de contrato entre a Copel e a UEG
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terça-feira, 17 de junho de 2003
Maria Duarte<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O presidente da CPI da Copel na Assembléia Legislativa, Marcos Isfer (PPS), disse ontem que a intenção da comissão é sugerir, na conclusão dos trabalhos, a suspensão do contrato entre a estatal de energia e a Usina Elétrica a Gás (UEG) de Araucária. ''Essa conclusão já está mais ou menos preparada, há vícios nesse contrato'', declarou Isfer.
Segundo o presidente da CPI, os depoimentos colhidos até agora apontam para a existência de problemas técnicos que colocam em risco a segurança no local. Há cerca de um mês, a empresa norte-americana El Paso (sócia majoritária da UEG), foi apontada como a principal responsável pelos erros iniciais no projeto de construção da termelétrica, localizada na Região Metropolitana de Curitiba. O acordo entre Copel e UEG foi firmado no dia 30 de maio de 2000.
A instalação e operação da usina previam investimentos de aproximadamente US$ 300 milhões. No entanto, a compra de uma turbina não compatível com as especificações do gás da Bolívia, utilizado para a geração de energia, alterou os números. Isso gerou gastos adicionais de US$ 40 milhões foi preciso comprar um conversor de gás em energia elétrica. O ônus da compra ficou com a Copel, sócia que detém 20% das ações.
Isfer não concorda com o ônus que sobra para a Copel. ''A Copel já fica com o risco cambial, tem que operar a usina, e ainda vai ficar com os riscos de engenharia?'', reclamou.
A UEG foi procurada pela Folha para comentar as investigações da CPI mas, de acordo com a assessoria de imprensa, a empresa não vai se pronunciar.
Na próxima terça-feira, a comissão vai retomar as investigações em torno da compra de títulos, por parte da Copel, da falida Olvepar.


