O procurador-geral do Estado, Joel Coimbra, disse ontem que não irá pedir exoneração do cargo devido ao pedido de demissão de dois funcionários de confiança de gabinete. Ele atribuiu os comentários de que o governador iria demiti-lo a intrigas do Palácio Iguaçu. ‘‘Não vou sair. Quem está falando que eu vou sair? Vou conversar sobre as demissões com o governador Jaime Lerner. Estes comentários devem ser intriga palaciana’’, afirmou ontem, bastante irritado.
Coimbra confirmou que o chefe de gabinete, Pedro Bispo, e o diretor-geral da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), José Anacleto Abduch Santos, apresentaram informalmente o pedido de demissão. No entanto, ele afirmou que ainda não teve tempo – desde a semana passada – de sentar e conversar com os funcionários. ‘‘Não tive ainda uma conversa franca com eles. Não sei o que pode estar ocorrendo. Não sei o motivo da demissão dos dois’’, declarou.
O procurador-geral espera ter ainda hoje uma conversa com o governador Jaime Lerner para tratar do assunto. Ele quer que a situação esteja completamente resolvida até amanhã. Joel Coimbra também anunciou que pretende fazer uma reformulação geral no quadro de pessoal da procuradoria. Para ele, a reformulação já vai chegar tarde. ‘‘Eu acho que tudo na Procuradoria-Geral do Estado tem que mudar. Já deveria ter mexido antes. Ninguém é insubstituível’’, argumentou.
Mesmo tendo o nome vinculado às últimas denúncias do Ministério Público (MP) de Maringá, Coimbra disse que não se sente enfraquecido politicamente. Ele acredita que nem mesmo a exoneração de seus diretores poderá causar perda de credibilidade no seu trabalho por parte do governo Lerner. ‘‘São cargos de confiança, mas a gente substitui. Isso não enfraquece o governador’’, garantiu ontem Coimbra. (L.P.)

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