Irritado, candidato desliga celular de radialista
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sexta-feira, 09 de agosto de 2002
Luiza Damé<BR>Agência Folha 
Uberlândia - O candidato da Frente Trabalhista, Ciro Gomes (PPS-PDT-PTB), desligou bruscamente o telefone celular de um radialista que tentava transmitir ao vivo sua conversa com o bispo de Uberlândia, d. José Alberto Moura, durante caminhada no centro.
Ciro havia pedido para que a conversa não fosse gravada em respeito ao bispo. Antes de desligar o celular do radialista Wenderson Alves, havia afastado um gravador. Depois, ainda afastou microfones de emissoras de TV. A conversa com o bispo não estava no roteiro do candidato, que beijou a mão de d. José Alberto.
Na quinta-feira, Ciro chamou de ''babacas'' fotógrafos que o registravam secando o suor do rosto com um lenço. Na quarta, na Universidade de Brasília, ele perdeu a paciência com um estudante que contestava sua posição sobre quotas para negros nas universidades.
Durante a caminhada em Uberlândia, Ciro parou em uma loja de discos que tocava o hino nacional e depois tomou café em um bar, pago por Clésio Andrade, candidato a vice-governador de Minas na chapa do tucano Aécio Neves.
Após a caminhada, o candidato se reuniu com empresários. Chamou de ''mirabolantes'' as propostas de geração de empregos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e José Serra (PSDB). Lula prometeu criar 10 milhões de vagas, e Serra, 8 milhões. ''Vou me arriscar a evitar essas promessas mirabolantes, a sair por aí simplificando problemas, resolvendo problemas a golpes de frases e marketing'', disse.
Na região, com forte base agropecuária, Ciro criticou indiretamente o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). ''Invadir terra nunca foi mecanismo para realmente fazer reforma agrária.''


