Brasília - Irritado com a ausência de deputados no plenário na hora marcada para começar as votações, o presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), encerrou a sessão de ontem, complicando ainda mais a votação das 22 medidas provisórias que impedem a apreciação da emenda que prorroga até 2004 a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
Pela manhã, uma força-tarefa do governo se reuniu com deputados para tentar conseguir votos para a medida provisória do setor energético, que cria o seguro-apagão, mas não conseguiu convencer nem os aliados. Essa é uma das primeiras MPs que estão trancando a pauta de votação.
Depois de reunir o partido, o líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE), afirmou que a MP não deverá ser votada nesta semana. Deputados baianos que seguem a orientação política do ex-senador Antonio Carlos Magalhães (PFL) devem votar contra a proposta.
Há pouco mais de um ano na presidência da Câmara, foi a primeira vez que Aécio Neves foi rígido na cobrança das presenças e entrou no plenário disposto a descontar o salário dos deputados faltosos.
Às 16h39, quando encerrou a sessão, 217 deputados haviam registrado presença no painel, situado no plenário, mas quase 400 deputados já haviam registrado entrada na Câmara.
Os deputados que não registraram presença no painel terão descontados em torno de R$ 380,00 de seus salários. O valor varia de acordo com o número de sessões realizadas no mês.

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