O prefeito de Rolândia, Johnny Lehmann (PTB), foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por improbidade administrativa por ter contratado, em 2009, sem licitação, a empresa Pixel Publicidade e Propaganda Ltda., que fez a divulgação da 22a. Oktoberfest, tradicional festa do município. A ação, distribuída à 1 Vara da Justiça Federal de Londrina, pede o ressarcimento de R$ 60.272 - valor do contrato - e as sanções da lei de improbidade administrativa, como afastamento do cargo e suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, no caso do prefeito, proibição de contratação com o poder públic e multa civil, para todos os réus - o prefeito, a empresa e seu proprietário, Jian Carlos Papa.
O dinheiro utilizado de forma irregular, segundo o MPF, veio de um convênio entre a prefeitura e o Ministério do Turismo, no valor total de R$ 111.130. Por isso, segundo o procurador da República do MPF em Londrina, Luiz Antonio Cibin, era necessário licitar a empresa. ''A prefeitura fez um aditivo em um contrato de publicidade que já existia, antes da assinatura do convênio, mas deveria ter feito outra licitação, já que se trata de verba federal'', explicou, acrescentando que ''houve favorecimento da empresa por parte da prefeitura''. ''A ausência de licitação não oportunizou a concorrência, o que pode ter impedido um preço mais baixo''.
O restante da verba federal - pouco mais de R$ 50 mil - foi utilizado de maneira correta, disse o procurador da República. Ele começou a investigar o convênio a partir de denúncia anônima feita ao Ministério Público Estadual, mas assumiu o inquérito já que as verbas eram federais.
O procurador jurídico da Prefeitura de Rolândia, João Marcos Cremonezi, confirmou que não houve licitação para o uso da verba federal. ''A Pixel foi contratada por licitação para fazer toda a publicidade da prefeitura, e como é a prefeitura quem promove a Oktoberfest, entendemos que não era necessário fazer nova licitação'', disse. ''Eu entendo que o Ministério Público Federal está equivocado''. Segundo ele, o Ministério do Turismo aprovou a prestação de contas do convênio. O prefeito Johnny Lehmann não se pronunciou sobre a ação.
O proprietário da Pixel disse que como a empresa era contratada pela prefeitura, não se furtou em realizar os serviços, prestando contas do que fez. ''A prefeitura solicitou o serviço e o executamos, já que tínhamos um contrato que foi aditivado''.

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