Irregularidades causam demissão no Provopar
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quinta-feira, 08 de fevereiro de 2001
De Londrina 
A gerente do Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar) de Londrina, Maria Cristina Campos, foi demitida anteontem por justa causa, devido irregularidades detectadas pela auditoria do município nas contas da entidade. Eu não sei exatamente quais irregularidades que foram encontradas, mas recebi a orientação da auditoria que haviam elementos suficientes para a demissão por justa causa, disse o presidente da entidade, Aldenir Antonio Soares Silva.
Segundo o auditor-chefe do município, Osvaldo de Lima, a auditoria ainda não foi concluída. Existem irregularidades. Estou pedindo a microfilmagem de dois cheques irregulares do Banco do Brasil, que foram detectados nos registros contábeis do órgão, mas ainda não posso revelar o valor, afirmou. A Folha tentou entrar em contato com a ex-presidente da Provopar, Cristina Barros, mas ela não foi localizada. Maria Cristina também não retornou as ligações.
Conforme Lima, a auditoria no Provopar deverá ser concluída em 15 dias. Na semana passada, o auditor encaminhou ao prefeito Nedson Micheleti (PT) e ao presidente da Sercomtel, Francisco Roberto Pereira, o relatório da auditoria realizada no contrato do advogado Gilberto Baumann de Lima, de R$ 104 mil, em que foram encontradas diversas irregularidades.
A auditoria também apura possíveis desvios na folha de pagamentos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul). Em 1999, o instituto teria pago cerca de R$ 60 mil em horas extras a cinco funcionários.
De acordo com Lima, todas as irregularidades encontradas na administração municipal deverão ser encaminhadas ao Ministério Público e se comprovados os desvios, os recursos deverão voltar aos cofres municipais. (C.O.)


