Curitiba - O deputado estadual Carlos Simões (PTB) e o deputado federal Íris Simões (PTB), candidatos à reeleição, podem ter suas candidaturas impugnadas caso seja comprovado na Justiça que praticaram crime de abuso econômico ao distribuir doações em época de campanha e por propaganda irregular. ''Nesse caso, se comprovado, a sanção é a perda do direito de concorrer. Se o processo não for julgado até as eleições e eles se reelegerem, temos que entrar com outra ação pedindo a perda de mandato'', explicou o procurador regional eleitoral Néviton Batista Guedes, autor da ação contra os deputados.
Quinta-feira, o Ministério Público (MP) federal, com apoio da Polícia Federal, fechou a ''Casa do Povo'', local onde os deputados doavam objetos aos eleitores. Guedes ressaltou que o problema não é a doação em si. Segundo ele, qualquer pessoa ou qualquer entidade pode doar objetos. ''O problema é fazer com propósito eleitoral. Quando faz divulgação, o candidato está fazendo com que os eleitores pensem nele. E eles (os Simões) pediam o título de eleitor também'', afirmou. O procurador regional eleitoral recomenda que o eleitor não aceite este tipo de doação em troca do voto e que denuncie os casos ao MP. Os promotores também estão averiguando denúncias de jantares que estariam sendo ofericidos por políticos em troca de votos.
A reportagem da Folha tentou contato telefônico insistentemente com os irmãos Simões, mas não foi atendida.

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