Irmão de Requião ocupa vaga do PMDB no conselho da Itaipu
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 03 de junho de 2015
Edson Ferreira<br> Reportagem Local 
Para garantir o afago ao PMDB paranaense, a presidente Dilma Rousseff (PT) manteve o partido com uma das vagas no Conselho de Administração da Itaipu Binacional, beneficiando, desta vez, o irmão do senador Roberto Requião (PMDB), Maurício Requião. O ex-secretário da Educação do Paraná teve a nomeação publicada ontem no Diário Oficial da União (DOU).
Maurício vai ocupar a cadeira que estava com o advogado Orlando Moisés Fischer Pessuti, filho do ex-governador e desafeto de Requião, Orlando Pessuti. Antes, o próprio ex-governador havia sido agraciado como conselheiro. Além do irmão do senador, Dilma também nomeou para uma vaga na Itaipu o fundador e ex-presidente do PSB Roberto Amaral que, assim como Requião, apoiou a reeleição da petista no ano passado. Ex-ministro de Lula, Amaral é um dos críticos da ação independente do PSB e defende nos bastidores que o partido volte para a base aliada de Dilma.
A Itaipu tem 12 conselheiros, divididos entre brasileiros e paraguaios, com salário de R$ 20,8 mil, conforme a folha de dezembro do ano passado. O emprego, embora seja por tempo pré-determinado até o dia 16 de maio de 2016, é considerado um prêmio no meio político. De acordo com a assessoria de imprensa da Itaipu, o Conselho de Administração da Itaipu Binacional realiza seis reuniões ordinárias no exercício.
Maurício Requião é conselheiro afastado do Tribunal de Contas (TC) do Paraná e o processo deve ser julgado na semana que vem pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. Ele foi escolhido para a ocupar o lugar de Henrique Naigeboren, que se aposentou em julho de 2008. Entretanto, passou a maior parte do período sem desempenhar suas funções por conta de contestações no Judiciário. Entre os motivos alegados estão o de que a votação ocorreu antes da saída formal de Naigeboren. Uma liminar do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), também alegou que a indicação caracterizaria nepotismo, uma vez que Maurício é parente do ex-governador. Mesmo sem a decisão final, em maio de 2011 o governador Beto Richa (PSDB) e o então presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB), anularam a eleição, realizando um novo processo. O ex-procurador-geral do Estado Ivan Bonilha, hoje presidente do TC, foi o escolhido para ocupar a cadeira.
A reportagem entrou em contato com o advogado de Maurício, Ivan Xavier Vianna Filho, mas não houve retorno. (Com Agência Estado)


