No dia de visitas aos detentos do 2º Distrito Policial (DP), ontem, Antonio Belinati recebeu somente o seu cunhado Sebastião Sales, irmão da vice-governadora Emília Belinati (PTB). Apesar de ter chegado após o fechamento dos portões, ele entrou na carceragem levando o almoço e o jantar do ex-prefeito. ‘‘Não falei com ele. Só fiquei na revista do alimento e esperando algumas coisas para trazer’’, afirmou Sales, que permaneceu no distrito cerca de 40 minutos.
Segundo o delegado José Perón, desde que foi preso, Belinati recebeu visitas do advogado Antonio Carlos Vianna, do sobrinho Marcelo Belinati e do filho, o deputado estadual Antonio Carlos (PSL). ‘‘O deputado me pediu para visitar o pai no domingo à noite, porque tinha vindo de Curitiba e não queria ser entrevistado.’’ Segundo um dos investigadores, o ex-prefeito esteve anteontem com o sobrinho, que é médico, devido ‘‘a um pico de pressão’’.
Conforme a dona-de-casa Ednéia Farias, mulher de um dos 106 detentos, Belinati não saiu da cela. ‘‘Se ele está aí, deve estar no canto dele, porque eu não vi.’’ O ex-secretário Wilson Mandelli, que divide a cela com Belinati, também não recebeu visitas.
Belinati deve ser ouvido hoje, às 13h30, pela juiza da 5ª Vara Criminal, Oneide Negrão, sobre uma uma ação em que é acusado de negar informações sobre a venda da Sercomtel. A defesa dele sugeriu que fosse interrogado no 2º DP, mas o parecer do promotor Eduardo Lima foi contra.
Ontem, os promotores da 4ª Vara Criminal, Sérgio Siqueira e Osvaldo Simioni, emitiram um parecer contrário ao ‘‘recurso em sentido estrito’’, apresentado ao juiz Arquelau Ribas por Vianna, pedindo a revogação da prisão de Belinati. (Colaborou Lino Ramos)

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