Irmão de Beto Richa também é transferido para sede da Polícia Montada
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quinta-feira, 13 de setembro de 2018
Mariana Franco Ramos <br> Reportagem Local 

Curitiba - O ex-secretário de Estado da Infraestrutura e Logística Pepe Richa, irmão do ex-governador do Paraná e candidato ao Senado Beto Richa (PSDB), também foi transferido para a sede do Regimento da Polícia Montada, no bairro Tarumã, em Curitiba, para onde Beto e sua esposa, Fernanda Richa (PSDB), já tinham sido levados na noite de terça-feira (11), atendendo determinação judicial.
Conforme a assessoria de imprensa da Sesp (Secretaria de Estado da Segurança Pública), ele deixou o Complexo Médico Penal, em Pinhais, na região metropolitana, por volta das 20h30 de quarta-feira (12). A pasta não soube informar o motivo da transferência. Os três foram presos pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), braço do MP (Ministério Público), no âmbito da Operação Radiopatrulha.
A defesa do casal chegou a entrar com um habeas corpus, em razão de um "suposto constrangimento ilegal", entretanto, o pedido de soltura foi negado pelo desembargador Laertes Ferreira Gomes, da 2ª Câmara Criminal do TJ (Tribunal de Justiça. "Considerando que em sede de cognição sumária não restou configurado, de plano, o alegado constrangimento ilegal, indefiro a liminar pleiteada", escreveu o magistrado. A expectativa é de que Beto e Fernanda prestem depoimentos na manhã desta sexta-feira (14), no Gaeco.
Procurada pela FOLHA, a PM (Polícia Militar) não passou qualquer informação sobre as instalações da unidade do Tarumã, chamada popularmente de Cavalaria, nem tampouco sobre tipo de alimentação, tratamento e os locais onde os suspeitos estariam dormindo. Em nota, informou que apenas cede o espaço aos investigados, também por determinação da Justiça. Os demais detidos na Operação seguem na carceragem em Pinhais, conhecida por abrigar réus da Lava Jato, como o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari.
A investigação do Gaeco apura fraudes e pagamentos de propina a agentes políticos por intermédio do Programa Patrulha Rural, executado durante a primeira gestão do tucano. A ação foi deflagrada no mesmo dia em que a Lava Jato lançou a Operação Piloto, resultado de apurações sobre ilegalidades nas obras da PR-323. Neste caso, só houve determinação de buscas e apreensões na casa do ex-governador. "Piloto" era o codinome atribuído a Richa na planilha de propinas do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht.


