Irmã de Amorim questiona polícia
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sexta-feira, 01 de fevereiro de 2002
Rodrigo Sais Equipe da Folha 
Curitiba - A irmã do deputado estadual Tiago de Amorim Novaes (PTB) tem dúvidas se o assaltante Luiz Carlos Bernardi Pires, o Balaio, foi realmente o autor dos disparos que mataram o parlamentar no dia 18 de dezembro do ano passado. Alice Amorim Novaes teme que a Polícia Civil tenha incriminado Balaio apenas para escapar da pressão da família, que desde o início do caso solicita a presença da Polícia Federal nas investigações.
Balaio morreu na terça-feira em Curitiba, após um confronto com policiais civis que abordaram seu carro quando ele planejava um sequestro relâmpago com mais três assaltantes. Pode ser que ele realmente seja o culpado. Esperarei o delegado responsável pelo caso voltar para Cascavel para saber se ele pode apresentar algo de concreto sobre isso, afirmou Alice. O delegado que investiga o caso, Alexandre Macurin, está em Curitiba apurando mais informações sobre a quadrilha liderada por Balaio para saber se há mais envolvidos na morte do deputado.
Segundo Macurin, o assaltante teria confessado a outros membros de sua quadrilha que ele teria assassinado Amorim como forma de retribuição a uma pessoa que havia viabilizado sua fuga da cadeia de Campo Grande (MS) em novembro do ano passado. Balaio teria dito a um amigo que estava na garupa da motocicleta quando efetuou os cinco disparos que mataram o parlamentar. A polícia entretanto, apurou que apenas um homem utilizou o veículo. Pode ser que ele tenha dito que matou o deputado apenas para se vangloriar, comentou Macurin.
Segundo a assessoria da Polícia Civil, o delegado foi ontem a Ponta Grossa para levantar mais informações sobre Balaio. Segundo informações de membros da Polícia Civil, uma denúncia teria sido feita garantindo que Balaio estaria em Curitiba no dia da morte de Amorim.


