Arquivo FolhaEspertoÍris Rezende: ‘Posso ser tudo, menos imbecil’’O novo ministro da Justiça, Íris Rezende (PMDB), que assumiu o cargo há 11 dias festejado por uma claque goiana com gritos de ‘‘presidente’’, promete engajar-se no esforço do governo para aprovar as reformas constitucionais no Congresso. Segundo Rezende, começa aí, no reforço da coordenação parlamentar, o trabalho de convencimento de deputados e senadores que ainda não enxergaram a necessidade de acabar com vários privilégios assegurados pela Constituição. Entre eles, o ministro cita os que estão na mira da Reforma Administrativa e que, na sua opinião, favorecem servidores públicos, mas inviabilizam o atendimento da maior parte da população.
Íris Rezende diz que gosta de desafios e que assim deve ser entendida sua decisão de trocar o mandato de senador pelo ministério onde se concentra boa parte dos problemas que aguardam uma resposta do governo. Ele promete alcançar as soluções exigidas pela área como político, na condição de um auxiliar capaz de ajudar o presidente a romper as barreiras dos que não aceitam mudanças, nem mesmo quando comprovadamente elas se revelam indispensáveis.
Nesta entrevista o ministro aproveita para desfazer o que qualifica de um mal-entendido. Sua polêmica, e agora folclórica, frase ‘‘o crime é às vezes inevitável’’, pronunciada imediatamente após sua indicação para o cargo, foi publicada, segundo ele, fora do contexto. ‘‘Entendi que queriam saber até que ponto eu me comprometia a extinguir a criminalidade e eu quis dizer que não há como explicar certos crimes da sociedade que independem da ação pública’’. Íris Rezende afirma que a declaração não se referia ao incidente ocorrido entre a PM de SP e os sem-teto: ‘‘Posso ser tudo, menos imbecil; eu não chegaria onde cheguei se fosse ao menos estonteado’’.

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