O senador Íris Resende (PMDB-GO), ex-governador, ex-ministro da Justiça, e candidato derrotado ao governo do Estado na última eleição, desistiu ontem de falar em plenário sobre a acusação existente contra o irmão dele e suplente de senador, Otoniel Machado (PMDB-GO) - que está preso - apesar de o gabinete informar, até o fim da tarde, que ele iria fazer o pronunciamento.
Resende não compareceu ao Senado e o assunto foi tratado a portas fechadas, numa reunião do presidente nacional e líder do PMDB, Jáder Barbalho (PA), com os senadores Maguito Vilela (PMDB-GO) e Mauro Miranda (PMDB-GO), e deputados da bancada do Estado. Ninguém divulgou o conteúdo tratado na reunião.
Para Miranda, a denúncia de que Otoniel teria se apropriado de R$ 6 milhões dos cofres estaduais é ‘‘perseguição política movida pelos opositores de Íris e pela Justiça goiana’’. Ele disse que o senador desistiu de falar em plenário ‘‘porque irmão defendendo irmão não tem credibilidade’’. A expectativa do grupo ligado a Resende é que o processo seja transferido para Brasília’’. ‘‘O melhor caminho é a Justiça de Brasília’’, argumentou Miranda
Barbalho também defendeu a tese de que tudo não passa de ‘‘uma violenta perseguição política’’. Segundo ele, os instrumentos jurídicos do Estado estão sendo usados ‘‘com a clara intenção de criar escândalos’’. O presidente do PMDB acusou o procurador Hélio Telho de agir no episódio para vingar o pai, que teria sido prejudicado por Resende, então prefeito de Goiânia, na desapropriação de uma casa com o objetivo de construir a Avenida Anhanguera.

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