Iraque e Irã ameaçam os EUA
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terça-feira, 05 de fevereiro de 2002
France Presse 
BagdáO vice-presidente iraquiano, Taha Yassine Ramadan, advertiu os Estados Unidos sobre uma resposta muito mais grave do que os atentados de 11 de setembro, se este país prosseguir sua política, em uma entrevista publicada ontem na imprensa russa. Depois de 11 de setembro, os Estados Unidos reforçaram a política que provocou os atentados de Nova York e Washington, estimou o dirigente, entrevistado pelo jornal Vremi Novostei. Sua política se tornou ainda mais suja. Se isto continuar, algo muito mais grave que os atentados de 11 de setembro vai ocorrer, acrescentou.
Também no Irã
O governo de Teerã advertiu Washington ontem sobre qualquer ataque contra o Irã, que seria um erro irreparável, e expressou satisfação com a recusa da União Européia e da Rússia em se associar às ameaças norte-americanas.
As declarações do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que apresentavam o Irã como um país do eixo do mal são fundamentalistas e contrárias aos ideais de civilização, declarou o porta-voz do governo Abdullah Ramazan-Zadeh, citado pelo rádio. Este comparou Bush a um gladiador romano. Interrogado sobre as ameaças de ataques norte-americanos contra o Irã, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hamid-Reza Assefi, respondeu: Espero que eles não cometam semelhante ato, que seria um grande e irreparável erro. Para ele, as acusações contra o Irã são inspiradas por Israel.
Cooperação russa
A Rússia continuará a manter relações normais com o Irã, país considerado pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, como o eixo do mal, afirmou ontem em Roma o ministro russo da defesa, Sergue# Ivanov.
O Irã é nosso vizinho e vamos manter relações normais com esse país. Nossa coperação militar e técnica não é tão importante, disse o ministro.
As armas que vendemos a eles são somente defensivas, comentou.
Se pararmos com esse comércio, uma dezena de países estarão prontos para lhes vender as mesmas armas, assegurou.
Não existe qualquer proibição para a venda de armas para o Irã, ao contrário do Iraque, disse.
Bombardeio
Quatro civis iraquianos morreram quando aviões norte-americanos e britânicos bombardearam ontem instalações civis no norte do Iraque, informou um porta-voz iraquiano. O ataque foi praticado contra instalações na cidade de Mossul, 400 km ao norte de Bagdá, disse o porta-voz, citado pela agência oficial de notícias INA.
Segundo Bagdá, desde o início da campanha intensiva de bombardeios anglo-norte-americanos lançados contra o Iraque, em dezembro de 1998, houve 372 mortos e 1.057 feridos.


