IPTU é esperança de prefeitos para reduzir dívidas
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sexta-feira, 12 de janeiro de 2001
De Curitiba 
Os prefeitos que tomaram posse no último dia 1º estão usando a criatividade para administrar as dívidas que herdaram. Eles avisam que terão que suar a camisa para conseguir pelo menos diminuir os débitos. Os prefeitos de Londrina, Nedson Micheleti (PT), e Maringá, José Cláudio Pereira Neto (PT), avisam que parte do socorro às finanças está na arrecadação do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).
A previsão de arrecadação do IPTU em Londrina é de R$ 60 milhões para este ano. A dívida, entretanto, chega a R$ 530 milhões. Já cortei cargos comissionados, mas ainda não é suficiente. Micheleti espera para hoje uma resposta da Caixa Econômica Federal em relação à liberação de parte do Fundo de Participação dos Municípios (cerca de R$ 700 mil) retido por causa de uma dívida de R$ 330 milhões com a Cohab. Esse dinheiro já traria um grande alívio, desabafou. O prefeito acrdeita que vai levar mais de um ano para colocar a casa em ordem.
José Cláudio também aposta suas fichas no IPTU. Segundo ele, a arrecadação deve alcançar R$ 25 milhões. Entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões já nos próximos meses. O petista tem que administrar uma dívida de R$ 200 milhões, contra orçamento de R$ 175 milhões. Mas o orçamento realizável nunca passa de R$ 100 milhões.
Cassio Taniguchi (PFL), prefeito reeleito de Curitiba, tratou de cortar cargos comissionados e duas secretarias no fim do ano passado para economizar. Os gastos em cada pasta também serão reduzidos. A dívida de Curitiba é de R$ 700 milhões. Mas só os mutuários da Cohab devem R$ 400 milhões, disse Cassio. (M.D.)


