Amparado em parecer da Procuradoria-Geral do Município (PGM), o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) voltou atrás e considerou que não há irregularidades na construção do City Shopping, onde está instalada a Havan, na Avenida Benjamin Constant (Centro). Inovando na interpretação das leis aplicáveis ao zoneamento urbano, a PGM entendeu que não é necessário recuo de 5 metros naquela via e que um polo gerador de tráfego (PGT) pode sim ser instalado em Zona Comercial Um (ZC1).
Foram justamente estas duas irregularidades que fizeram o Ippul indeferir o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) para o shopping, que até hoje funciona sem alvará definitivo e sem Habite-se. Parecer do órgão de 26 de outubro de 2012, duas semanas após a inauguração da Havan, rejeitou a concessão do Habite-se.
A Diretoria de Planejamento do órgão informou que com a nova interpretação "o EIV deve continuar em andamento". Com isso, o instituto atende o pedido da Europart (dona do prédio do shopping) em recurso administrativo.
Em recomendação administrativa expedida em 11 de abril, a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público considerou que "há farta evidência" de que a construção do shopping "violou expressas disposições municipais" e pediu providências ao prefeito e órgãos envolvidos.
Porém, para a PGM, as violações não são claras. O procurador-geral, Paulo Valle, defende que tanto no caso do recuo quanto do PGT há duas interpretações.

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