O presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Nelson Brandão, negou que tenha havido fraude ou adulteração de informações no projeto de uso e ocupação do solo - um dos oito integrantes do Plano Diretor - que está tramitando na Câmara de Vereadores.
A afirmação é uma resposta às declarações do vereador Joel Garcia (sem partido) proferidas na sessão da Câmara de quinta-feira após receber ofício de Brandão no qual atesta ter detectado no projeto ''várias alterações que não foram aprovadas em conferência'' específica para debater o tema, realizada em julho de 2010. A descoberta dos erros ocorreu em maio de 2010 quando moradores do Jardim Alto do Igapó apontaram uma divergência entre o que havia sido aprovado na audiência e o que constava do projeto.
Segundo Brandão, eram cerca de 15 ou 20 incorreções, como ''omissões, erros ortográficos, de digitação e itens que deveriam estar no Código de Obras'', mas, disse que não seria possível, naquele momento, encaminhar à reportagem o material equivocado e o que foi corrigido.
''Enviamos o material corrigido, ou seja, um projeto substitutivo para a Câmara em 22 de junho deste ano e tudo o que consta do texto é exatamente o que foi aprovado na conferência'', garantiu. ''Fiquei surpreso com a repercussão que esse ofício teve. Tenho a convicção de que não houve má fé ou fraude. Foram falhas humanas.''
Questionado se os ''equívocos'' não seriam para beneficiar determinados grupos empresariais, como sugeriu Joel, Brandão disse que ''pode até ter sido, mas isso não vai ocorrer porque já corrigimos os problemas.'' Ele também afirmou ter estranhado a polêmica sobre o projeto às vésperas de ser votado. ''Não entendo o por quê desse alvoroço agora, às vésperas do projeto ser aprovado, criando insegurança na população.''

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