Curitiba - O IPPP é uma instituição sem fins lucrativos e que agrega há 70 anos professores de diversas especialidades. É um instituto que tem título de utilidade pública federal e, por essa razão, pode ser dispensado de licitação. O trabalho de consultoria realizado atualmente é de planejamento organizacional, políticas de pessoal, recrutamento e seleção, projetos para benefícios e assistência social, projetos de assessoria técnica especializada nas administrações pública e privada. O IPPP ainda desenvolve sistemas na área de informática, com avaliação e desempenho de sistemas e projetos especiais de treinamento.
Mas segundo a assessoria de imprensa da instituição, a consultoria trabalhista já fez parte do hall de especialidades do IPPP, quando um grupo de professores de direito desenvolveu o produto de recuperação de créditos. Desde 2002, a entidade não faz mais esse tipo de consultoria. Os valores cobrados para prestação de serviços não se referem a lucro, segundo a assessoria. Seriam apenas taxas de administração para a realização dos procedimentos e dos levantamentos.
O IPPP nega que tenha feito subcontratação para a análise dos créditos trabalhistas que a Appa tinha a receber. De acordo com as informações repassadas pela instituição, os próprios técnicos fiscais e tributários credenciados e associados pelo IPPP é que teriam feito todo o levantamento. A assessoria explicou que, como foi convidado para fazer o trabalho, o instituto tinha apenas a responsabilidade de cumprir o termo de compromisso firmado. Caberia ao governo do Estado da época decidir pela contratação sem licitação ou pela concorrência pública.
Os diretores argumentam que não têm nada a temer e que o contrato foi transparente. Esse não é o primeiro contrato feito pelo IPPP questionado por políticos e pelo MP dos estados. Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi instaurada na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (RJ) para a apurar as chamadas ''terceirizações irregulares''. Um contrato firmado com o Detran carioca para soluções de gestão teria repassado para a empresa cerca de R$ 2,8 milhões por mês.
A assessoria de imprensa da instituição argumentou que todos os casos investigados demonstraram que o IPPP sempre agiu coerentemente, com o intuito de garantir a manutenção da imagem da instituição. Os problemas levantados, segundo a assessoria, são geralmente políticos. (L.P.)

mockup