Investimentos devem reduzir polêmica
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quarta-feira, 26 de dezembro de 2001
Lino Ramos<Br>Reportagem Local 
A possibilidade de investimentos em 2002 deve contribuir para melhorar o relacionamento entre a Câmara de Vereadores e a Prefeitura de Londrina em 2002. Segundo o prefeito Nedson Micheleti (PT), a administração municipal terá aproximadamente R$ 20 milhões em recursos próprios para investimentos. Com essa previsão otimista, seria possível atender as reivindicações dos vereadores.
O líder do prefeito na Câmara, André Vargas (PT), lembra que no início do ano qualquer projeto do Executivo era motivo de polêmica na Câmara. Segundo ele, a falta de recursos para obras e a necessidade de enxugamento da máquina pública ajudaram a complicar o relacionamento. ''O ano que vem será de execução e isso ajuda a apaziguar o relacionamento'', afirmou. ''Também estaremos fazendo obras na base de todos os vereadores.''
Para o petista, outro fator que contribuiu para melhorar o relacionamento é a nomeação do ex-vereador Adalberto Pereira da Silva, (PSDB), o ''Major Adalberto'', para a Secretaria de Governo. Ele tem a a missão de ser um ''intermediador'' entre prefeitura e Câmara.
Para Adalberto, no início do ano pode ter faltado diálogo para mostrar à Câmara a importância dos projetos do Executivo. Ele também destacou que neste ano a administração municipal só pagou dívidas herdadas da gestão anterior. Na sua opinião, depois, a Câmara colaborou na aprovação de projetos considerados importantes, apesar de alguns vereadores serem contra ''por ser contra'' ou por interesse direto na administração anterior.
Segundo o presidente da Câmara, Tercílio Turini (PSDB), durante este ano houve ''entendimentos diferentes'' sobre temas polêmicos, como a prorrogação do contrato com a Vega Ambiental para a coleta de lixo e a disposição de Nedson em vender a Sercomtel Celular. Também fomentaram a polêmica os projetos da reforma administrativa, encaminhados neste final de ano.
''No ano que vem não deverá haver tantas matérias polêmicas, geralmente são elas que dão a impressão de que existe um relacionamento ruim; o debate no Legislativo é assim mesmo'', ressaltou. Turini lembrou, porém, de um fato que pode suscitar grandes embates entre Executivo e Legislativo em 2002: as eleições gerais para presidente, governo do Estado, deputados e senadores.


