Investigados têm R$ 118 mi bloqueados
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba O valor bloqueado em contas e aplicações financeiras de 16 investigados da sétima fase da Operação Lava Jato e pelo menos três empresas ligadas ao ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e a Fernando Antônio Soares, o "Baiano", chega a 118,8 milhões. Este levantamento foi realizado e divulgado pelo Banco Central do Brasil (Bacen), atendendo pedido do juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, para verificar os valores de fato bloqueados e os já transferidos para conta judicial. Os depósitos encontrados no exterior não estão contabilizados nestes dados.
O Bacen mantém um sistema próprio de identificação imediata de contas nas instituições financeiras de pessoas físicas e jurídicas. Os maiores valores bloqueados ocorreram nas contas de executivos foram encontrados nas contas de Gerson de Mello Almada, vice-presidente da Engevix Engenharia (R$ 37,5 milhões); de Ildefonso Colares Filho, ex-presidente e ex-conselheiro da Queiroz Galvão (R$ 18,1 milhões); e de Agenor Franklin Magalhães Medeiros, presidente da Área Internacional da OAS (R$ 12 milhões).
Ildefonso ainda não foi denunciado pela força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) e cumpriu apenas prisão temporária, sendo liberado. Os outros dois permanecem na carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba. Renato de Souza Duque, que também não foi denunciado, já tem bloqueados R$ 4 milhões e mais R$ 151,6 mil nas contas de sua empresa D3TM Consultoria e Participações Ltda.
Em relação a Fernando Soares, conhecido como "Baiano", e apontado pelas investigações como operador do PMDB no esquema de corrupção da Petrobras, foram bloqueados R$ 8,8 mil em suas contas, entretanto, em contas de duas de suas empresas (Hawk Eyes Administração de Bens e Technis Planejamento e Gestão em Negócios Ltda) foram retidos R$ 13,2 milhões.
Os valores encontrados nas contas de "Baiano" foram os menores dentre todos os 16 investigados. Do total de 118,8 milhões, segundo o Bacen, 32,9 milhões já foram depositados judicialmente; e os R$ 85,9 milhões restantes seguem bloqueados e deverão ser transferidos brevemente.
NOVOS INQUÉRITOS
A Polícia Federal abriu mais dez inquéritos dentro da Operação Lava Jato, para investigar indícios de fraudes em contratos fechados com a Petrobras. Segundo despacho assinado no último dia 23, mas anexado somente ontem no sistema da Justiça Federal do Paraná, foram autorizados a abertura de novos inquéritos para investigar a participação das empresas: MPE Montagens e Projetos Especiais S/A; Alusa Engenharia S/A; Promon Engenharia Ltda.; Techint Engenharia e Construção S/A; Construtora Andrade Gutierrez S/A; Skanska Brasil Ltda.; GDK S/A; Schahin Engenharia S/A; Carioca Christiani Nielsen Engenharia S/A; Setal Engenharia e Construções e Perfurações S/A.



