Investigados em esquema de propina deixam a prisão
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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Londrina - Os três investigados no esquema de recebimento e pagamento de propina para a doação de terrenos públicos da prefeitura deixaram a prisão na noite de segunda-feira, em Londrina. O servidor da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Eduardo Ivan Reale, o empresário, Dorival Pereira, e a corretora de imóveis Eliana Teixeira Gonzaga, estavam presos desde sexta-feira.
Com o vencimento da prisão temporária, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) preferiu não pedir a renovação da prisão, pois para o delegado Ernandes Cezar Alves, não há mais riscos de os suspeitos atrapalharem as investigações. Eles vão responder em liberdade e podem ser condenados por formação de quadrilha, além de corrupção ativa e passiva. Segundo o delegado, Reale e Pereira permaneceram em silêncio, já a corretora teria confirmado o esquema.
Conforme informações repassadas pelo Gaeco, a corretora, que trabalha como enfermeira em hospital da cidade, fazia a ponte entre o gerente da Codel e os empresários. Já Dorival, dono de uma metalúrgica, divulgava o serviço. Ele ajudava a cooptar outros empresários. O advogado do empresário, Jorge Karatzios, informou que o cliente se reservou ao direito de se manifestar somente perante a Justiça, uma vez que não teve acesso aos autos do inquérito policial.
Mais dois servidores públicos que tiveram os nomes citados nos depoimentos serão ouvidos hoje pelo Gaeco. Os relatos dão conta de que um outro empresário que foi procurado para integrar o esquema foi o autor da denúncia. A suspeita é de que mais de uma doação tenha sido irregular. A propina para cada doação de terreno variava entre R$ 5 e R$ 10 mil.
O prefeito Alexandre Kireeff (PSD) lamentou o escândalo que abala o processo de recuperação de credibilidade do município. Ontem, ele anunciou que vai conversar pessoalmente com os empresários para saber se receberam achaques. Na sexta-feira, a prefeitura abriu uma sindicância interna para apurar o caso na Codel. Todos os processos de doações de terrenos deste ano também serão investigados.


