O vereador Célio Guergoletto (PMDB) garante que não cometeu qualquer ato de improbidade administrativa por causa do repasse de R$ 300 mil feitos pela prefeitura ao Londrina Esporte Clube (LEC). O vereador passou a ser investigado pelo Ministério Público (MP) depois que os promotores descobriram um cheque de R$ 50 mil na conta conjunta que ele mantinha com o presidente do LEC, José Carlos de Castro Costa, o ‘‘Zé Caf钒. Segundo ele, o prefeito cassado Antonio Belinati (PFL) afirmava que os repasses eram de recursos obtidos junto aos empresários de Londrina.
Coordenador da equipe de futebol, Guergoletto (foto) afirma que a conta conjunta foi aberta porque os repasses diretamente ao clube seriam sequestrados pela Justiça porque havia 118 ações trabalhistas contra o LEC. Guergoletto disse ainda que tem todas as prestações de contas do dinheiro repassado pelo prefeito e não sabia a procedência desses recursos. ‘‘Me disseram que os R$ 50 mil eram de licitações fraudulentas. Eu não sabia de onde vinha esse dinheiro. Dinheiro não tem carimbo’’, explicou. Segundo Guergoletto, os demais repasses ao clube foram em dinheiro e não em cheques. ‘‘Não me considero investigado, o que está sendo investigado é um recurso fraudulento repassado ao Londrina’’, afirmou.
Guergoletto disse ainda que não está preocupado com o julgamento final do repasse, mas se sente constrangido por estar sendo colocado no mesmo nível de outros vereadores. ‘‘Não sei se eles têm culpa, isso caberá à Justiça’’, declarou. O vereador disse ainda que várias pessoas da prefeitura entregaram cheques aos jogadores como recompensa (bicho) pelos bons resultados - R$ 10 mil por vitória e R$ 5 mil por empate. Ele citou o nome do ex-secretário de Governo, Gino Azzolini Neto, do atual secretário de Obras, José Righi de Oliveira e do presidente da Sercomtel, Rubens Pavan. O vereador disse, porém, que não sabe se eram cheques da prefeitura ou de empresários.
Righi de Oliveira disse que nunca entregou dinheiro aos jogadores. Ele afirma que somente uma vez foi ao campo no início do campeonato brasileiro de 98, desejando boa sorte aos jogadores em nome de Belinati. ‘‘Ele deve estar enganado em relação a mim. Vi no jornal alguém da Sercomtel entregando algum dinheiro’’, justificou. Azzolini também nega que tenha entregue algum bicho aos jogadores do LEC. ‘‘Jamais estive em campo de futebol, ele deve estar me confundindo com outra pessoa de óculos e que usa barba. Aliás, nem gosto de futebol’’, brincou. O presidente da Sercomtel, Rubens Pavan, não retornou a ligação da reportagem.

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