Investigações vão apurar furos em contas bloqueadas
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terça-feira, 18 de julho de 2000
Patrícia Zanin De Londrina 
O Banestado instaurou ontem um processo administrativo para apurar responsáveis pela falha constatada por uma sindicância que confirmou furo no bloqueio da conta corrrente do ex-presidente da Comurb e ex-auditor da Prefeitura de Londrina Kakunen Kyosen. Ontem, a direção do banco, em Curitiba, confirmou que houve falha, depois de fazer uma investigação de uma semana na agência Centro de Londrina, onde Kakunen mantém conta. A conta deveria estar bloqueada desde 30 de junho, por determinação judicial, mas o ex-presidente da Comurb conseguiu sacar R$ 97.029,73 no dia 6 de julho.
Ele fez saques de R$ 96 mil da conta corrente e de R$ 1.029,73 da poupança. A assessoria de imprensa do banco disse que o processo administrativo vai apurar responsabilidades de funcionários de diversos setores desde o recebimento em Curitiba da informação sobre o bloqueio da conta, via on-line do Banco Central, até o encaminhamento do fax para a agência de Londrina comunicando sobre o bloqueio.
A assessoria de imprensa informou que vários funcionários de Londrina e Curitiba foram ouvidos pelos dois auditores destacados da capital para fazer a sindicância. Mas novos depoimentos não estão descartados. Serão avaliados todos os funcionários envolvidos, informou a assessoria.
O processo administrativo, depois de apurar as responsabilidades pela falha, irá definir a aplicação das penalidades cabíveis que pode ser desde a restrição em ficha funcional, impedindo o servidor a ter qualquer mudança e melhoria de função, até o afastamento.


