Investigações também acabam em 'pizza'
Curitiba Apesar de a maior parte dos deputados defender a eficiência das CPIs, a Assembléia já deu mostras de que algumas investigações empacaram e não renderam frutos. Um dos exemplos recentes é a CPI Copel/Sercomtel, que morreu na casca. Proposta em 1999, para descobrir se houve alguma ilegalidade na compra de 45% das ações da Sercomtel pela Copel, ela não chegou sequer a funcionar porque um grupo de deputados retirou as assinaturas do requerimento que a criava.
Outro caso é o da Comissão Especial de Investigação (CEI) criada há cerca de três anos para investigar as denúncias de desvios na Prefeitura de Maringá que já eram objeto de investigação por parte do Ministério Público. Na Assembléia, a comissão se limitou a basicamente acompanhar o trabalho do MP.
Houve ainda o caso peculiar da CPI dos Supermercados, montada há três anos para investigar o setor supermercadista e as grandes redes. O presidente da comissão, Geraldo Cartário (PSL), recusou-se a assinar o relatório final, alegando que não teve tempo de investigar todas as vertentes que queria.





