Investigações serão rápidas, diz procurador
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quarta-feira, 24 de junho de 2009
Rosiane Correia de Freitas<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O procurador regional eleitoral, Néviton Guedes, declarou ontem que as investigações a respeito das denúncias de irregularidades na campanha de 2008 do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB) serão feitas com a maior rapidez possível. Guedes recebeu a visita de Beto na tarde de ontem, que esteve na Procuradoria acompanhado de Fernando Ghignone.
Segundo Guedes, a investigação, que está aberta há uma semana, tem base em uma representação apresentada ao órgão por Rodrigo Oriente. Oriente teria trabalhado com Alexandre Gardolinski na coordenação do Comitê Lealdade e seria responsável pelo vazamento das imagens que mostram ex-vereadores, secretários do município e ex-candidatos a vereador recebendo dinheiro supostamente para apoiar a campanha de Beto.
''O prefeito pediu a investigação vigorosa e rápida dos fatos e se colocou à disposição da Procuradoria'', contou Guedes. O procurador também afirmou que deverá ficar ''longe das luzes da imprensa'' enquanto conduz o processo e que tanto o prefeito quanto o denunciante terão amplo acesso aos autos.
Guedes confirmou que a Polícia Federal será acionada para conduzir a investigação. ''Vou solicitar uma perícia de todos os vídeos que foram entregues a procuradoria'', adiantou. O exame irá determinar se houve manipulação das imagens.
Além do vídeo que mostra a distribuição de dinheiro entre apoiadores da campanha, o procurador também recebeu do prefeito as gravações feitas pelo coordenador financeiro da campanha de Beto, Fernando Ghignone e pelo procurador-geral do município, Ivan Bonilha, de conversas que ambos tiveram com Oriente.
Nas gravações, Oriente supostamente insinua que haveriam interesses por trás da publicação das imagens do Comitê Lealdade. Um trecho do vídeo foi apresentado à imprensa na última segunda-feira no qual Oriente relata que teria sido abordado pelo Núcleo de Represssão a Crimes Econômicos (Nurce), da Polícia Civil, que teriam encontrado o vídeo em um disco rígido apreendido na casa dele.
A versão apresentada à imprensa foi editada e continha apenas trechos da conversa. Segundo o prefeito Beto Richa, a versão completa e sem edições do vídeo foi entregue à Procuradoria para que seja incluída nas investigações.
Guedes também acrescentou que no momento não há provas nem indicação de crimes. ''É preciso investigar esses indícios apresentados até o momento.''
Ontem os vereadores de oposição ao prefeito apresentaram na Câmara um pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso. A partir da apresentação, abre-se o prazo para coleta de assinaturas. São necessárias 13 assinaturas para viabilizar o pedido.


