Brasília - O corregedor-geral do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), disse ontem que já começou a investigar as denúncias contra o empresário Edison Lobão Filho (DEM-MA) - suplente do senador Edison Lobão (PMDB-MA), que assumiu na segunda-feira o Ministério de Minas e Energia.
Tuma afirmou que aguarda informações da PF (Polícia Federal) e ontem pretendia conversar com o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, sobre as denúncias que envolvem o democrata. ''São denúncias graves. Agora tem de comprovar as perícias.'' Lobão Filho é acusado de usar laranja para sonegar impostos, de ser sócio oculto de uma empresa de bebidas e ainda de cometer irregularidades na venda de uma emissora de TV.
Pelo regimento interno do Senado, ele tem 90 dias para tomar posse a contar o prazo a partir da saída do titular do Senado. O ministro disse que seu filho vai assumir o cargo e depois licenciar-se. Mas deputados e senadores que acompanham as acusações afirmam que Lobão Filho pode não assumir, deixando a vaga para o segundo suplente Remi Ribeiro (PMDB-MA) - que também é acusado de irregularidades.

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