Da Redação
A Conexão Atibaia começou a ser descoberta a partir de seis linhas de investigação conduzidas de forma independente pela CPI Federal, pela CPI Estadual e ainda pelas polícias Civil e Federal em cinco Estados brasileiros.
No final do ano passado, a Polícia Federal descobriu no Rio de Janeiro, uma relação das propriedades de Fernandinho Beira-Mar. Entre elas, empresas localizadas em Curitiba. As polícias Civil e Federal investigaram estas empresas e descobriram que um dos envolvidos era o braço direito de Beira-Mar no Paraná e comandava o desembarque em fazendas de Atibaia de cocaína vinda da Bolívia.
Mais tarde, em Pedro Canário, no Espírito Santo, foi apreendido um avião carregado com 140 kg de maconha. O avião pertencia a José Gomes Filho, de Atibaia. Outro avião em pane, com meia tonelada de maconha vinda do Paraguai, foi obrigado a um pouso forçado em Mirassol, no interior de São Paulo. O piloto, Odair Conceição, era funcionário do hangar de Odarício Quirino Ribeiro Neto, também de Atibaia.
Este ano, um avião de José Ferreira da Silva foi apreendido no Mato Grosso, com 250 quilos de cocaína que pertenciam ao megatraficante mato- grossense foragido Valdenor Marchezan. Ferreira da Silva mantém aviões em Atibaia e negócios com Gomes Filho e Ribeiro Neto. Anteontem, a casa de Ferreira da Silva, em Barueri, também foi revistada. Além de documentos, foram apreendidas armas pesadas. Como os outros, ele também não foi encontrado.
Há quinze dias, um avião de Ribeiro Neto foi apreendido em Sertanópolis, no Paraná, com quatro integrantes de uma quadrilha que acabara de roubar um carro forte em São Paulo. ‘‘Quando as informações destas diferentes investigações foram cruzadas, a Conexão Atibaia começou a ser desvendada’’, conta o deputado Renato Simões.