Curitiba - O protético Marcos Antônio Assunção prestou depoimento ontem na Assembléia Legislativa apontando o nome do investigador Ivo Haas, que atua no município de Corbélia, como sendo o mandante do assassinato do deputado Tiago Amorim. Assunção citou o nome de outros policiais em seu depoimento, afirmando que a morte do parlamentar foi planejada por traficantes associados a policiais civis. Amorim foi baleado na frente de sua residência no dia 18 de dezembro do ano passado.
A versão de Assunção, que é cunhado do investigador Haas, diverge da apresentada no inquérito policial comandado pela Polícia Civil nos últimos seis meses. O deputado Nereu Moura (PMDB) pretende utilizar este argumento para convencer a bancada governista a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a morte de Amorim.
‘‘As denúncias que ele (Assunção) trouxe para a comissão são graves, porque mostram uma cooperação entre policiais e traficantes que não pode existir’’, diz Moura. O projeto que cria a CPI para investigar o caso será votado hoje.
Para Moura, a versão de Assunção para a morte do deputado tem mais credibilidade do que a apurada pela Polícia Civil, que acusava o investigador João Adão Sampaio Schissler de ser o mandante do crime. ‘‘A investigação policial está cheia de falhas. O próprio Ministério Público jogou o inquérito na lata de lixo’’.
O delegado Armando Marques Garcia contesta as afirmações do deputado. Segundo ele, a linha de investigação que levou ao nome de Schissler é a verdadeira. ‘‘Apressamos o final do inquérito a pedido dos próprios promotores, que disseram que já havia elementos para a denúncia. Agora, eles aparecem com essa testemunha e dizem que o inquérito não vale nada. Se eles já tinham esse depoimento, por que não repassaram a polícia?’’ questiona Garcia.

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