A investigação do Ministério Público sobre suposto favorecimento na contratação, pela Companhia Muncipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina, da empresa MM Consultoria, Construções e Serviços, da Bahia, está encerrada, afirmou ontem o promotor de Defesa do Patrimônio Público, Renato de Lima Castro. ''Vamos decidir pelo arquivamento do inquérito civil ou propositura de ação'', restringiu-se a afirmar. A MM executa hoje dois contratos emergenciais - varrição e coleta do lixo domiciliar - que somam aproximadamente R$ 1,5 milhão.
Ontem, o promotor tomou os dois últimos depoimentos do caso: Luciano Borrozino, atual diretor de Operações da CMTU, recusou-se a dar informações sobre a contratação da empresa e, acompanhado do advogado José Amaro, reservou-se ao direito de permanecer calado; o contabilista Lindomar Mota do Santos, que presidia a CMTU quando a MM foi contratada, negou favorecimento. ''Foi uma contratação emergencial que transcorreu dentro da normalidade, sem indicação ou recomendação de qualquer pessoa'', disse Santos.
Um dos indícios de favorecimento seria uma reunião - antes da posse do prefeito Barbosa Neto (PDT) - entre o ex-secretário de Gestão Pública e ex-presidente da Codel, Kentaro Takahara, que havia acabado de coordenar a campanha do prefeito; o ex-presidente da Codel, Mauro Viecili; dois agentes da CMTU, que também teriam trabalhado na campanha de Barbosa; e o diretor da MM, Raimundo Paiva. Kentaro teria pedido ao agentes que dessem todo o apoio à empresa baiana.
Além dos participantes da reunião, também foram ouvidos no procedimento o atual presidente da CMTU, André Nadai; e o ex-diretor Aguinaldo Rosa. O procedimento sobre a MM foi instaurado em 2009, após denúncia anônima.

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