Investigação sobre lavagem de dinheiro é intensificada
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terça-feira, 11 de março de 2003
Rodrigo Sais<br>Equipe da Folha 
Curitiba Os integrantes da força-tarefa organizada pelo Ministério Público Federal (MPF) para investigar denúncias de lavagem de dinheiro em 11 estados reúnem-se amanhã em Brasília. Um procurador da República de cada estado foi escolhido para centralizar as informações sobre o assunto e agilizar o trabalho do MPF em todo o País. O procurador Néviton de Oliveira Batista Guedes será o representante do Paraná na força-tarefa. Guedes foi procurador em Foz do Iguaçu em 1997, época em que as irregularidades no envio de dinheiro para o exterior através das contas CC-5 (contas para não-residentes) começaram a ser investigadas.
Um dos principais focos suspeitos de lavagem de dinheiro é a agência do Banestado em Foz do Iguaçu. A Polícia Federal investiga um esquema que pode ter sido responsável pela lavagem de até US$ 30 bilhões que passariam pela agência de Foz, seguiriam para uma filial do banco no Paraguai e depois seriam remetidos a uma agência do Banestado em Nova York. De lá, o dinheiro era remetido para diversos paraísos fiscais.
A coordenadora da força-tarefa é a procuradora da República Janice Ascari, atualmente lotada em São Paulo. Janice ganhou notoriedade por ter sido a responsável pela denúncia que levou à cadeia o juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, acusado de desviar recursos destinados à obra de construção do fórum do Tribunal Regional do Trabaho em São Paulo. Na época, a procuradora investigou a movimentação de US$ 9 milhões de Lalau através de contas CC-5.


