São Paulo - O relator do processo contra o deputado José Dirceu (PT-SP) no Conselho de Ética da Câmara, Júlio Delgado (PSB-MG), afirmou durante a semana que encerrará na próxima terça-feira a fase de instrução (investigação) do processo.
Na última terça-feira, Delgado disse que alegará a falta de disponibilidade das testemunhas de acusação arroladas no processo. O prazo final para o relator encaminhar o processo para votação no plenário da Casa que é de 90 dias encerra-se no dia 8 de novembro. Entretanto, a partir do momento que ele encerrar as investigações, terá o prazo de cinco sessões do plenário para colocar o processo em pauta.
A partir daí, a pauta de votações da Câmara ficará trancada até a votação do referido processo a única exceção é para matérias de urgência constitucional. Por telefone, o relator disse que para concluir o seu relatório deverá utilizar os depoimentos das testemunhas de acusação feitos na PGR (Procuradoria-Geral da República), na Polícia Federal e nas CPIS dos Correios e do Mensalão, já que o Conselho não conseguiu ouvir as mesmas.
As testemunhas de acusação arroladas a pedido do PTB incluem o presidente do banco BMG, Flávio Guimarães, o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza e sua mulher, Renilda Santiago. O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares também foi convidado a falar no conselho, mas pelo próprio relator e pela deputada Ann Pontes (PMDB-PA).
Do total das cincos testemunhas chamadas a depor no processo contra Dirceu, apenas a presidente do Banco Rural, Kátia Rabello, foi ouvida pelo Conselho de Ética. Já em relação às de defesa o atual presidente da Câmara, Aldo Rebelo, o líder do PT na Câmara, Arlindo Chinaglia (SP), o ex-presidente do PT José Genoino, o deputado Eduardo Campos (PSB-PE), o escritor Fernando Morais e o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, todas compareceram.
Delgado também afirmou não ter uma posição fechada sobre o pedido de cassação de Dirceu. Segundo o relator, ele vai analisar os depoimentos das testemunhas de acusação e de defesa para concluir o relatório. ''Eu ainda estou analisando os depoimentos. Isso são deduções de colegas parlamentares, que eu respeito, mas minha posição atual é de imparcialidade'', afirmou Delgado.

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