Onze dias após ter sido notificada pelo Ministério Público, a Polícia Federal (PF) indicou ontem o delegado que será responsável pelo inquérito que apurará a existência ou não de crime eleitoral na campanha à reeleição do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL). O escolhido foi o delegado Hugo Corrêa Martins, responsável pela Delegacia de Ordem Política e Social (Delops), que investiga crimes de origem eleitoral como a suposta sonegação de R$ 29,8 milhões na prestação de contas oficial do PFL à Justiça Eleitoral.

Mas, segundo o superintendente interino da PF, Ademir Gonçalves, as investigações sobre o caixa 2 devem demorar ainda mais 10 dias para iniciarem de fato. O motivo do atraso no início das diligências é que Hugo Martins está envolvido em um outro inquérito, em Paranaguá.

O delegado acompanha as circunstâncias em que ocorreram a morte do estivador Osmar Vicente dos Santos. A mulher do estivador, Tânia da Silva, acusa integrantes da Polícia Federal de terem espancado seu marido quando ele foi pego roubando materiais do porão do navio Maerski Hong Kong, no dia 24 de setembro. Ele morreu enquanto estava detido em uma delegacia da Polícia Civil do município

Hugo Martins foi designado para acompanhar o caso em Paranaguá porque, no entendimento da PF, seria necessário um delegado de outra cidade para investigar a denúncia da esposa de Osmar dos Santos, uma vez que o preso havia passado por uma delegacia da PF de Paranaguá dias antes de sua morte.

Caso seja confirmado o envolvimento de algum policial, ele será indiciado criminalmente, irá a julgamento e responderá a processo administrativo, que pode resultar em demissão. (R.S.)

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