Investigação sobre Banestado continua
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domingo, 25 de janeiro de 2004
Rodrigo Sais<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Mesmo com o fim dos trabalhos da CPI do Banestado, a Assembléia Legislativa continuará investigando as irregularidades encontradas na contabilidade do banco, privatizado em 2000. O juiz da 2 Vara Federal Criminal, Sérgio Fernando Moro, deferiu o pedido do presidente da CPI, Neivo Beraldin (PDT), para que a Comissão de Fiscalização continue a esmiuçar a documentação coletada junto ao Banestado. Ao contrário das CPIs, que têm um prazo para apresentar seus relatórios, a Comissão de Fiscalização é uma das comissões de caráter permanente da Assembléia.
De acordo com Beraldin, o pedido foi feito devido à quantidade de material referente às transações do Banestado entre 1991 e 2000 que foi coletada. ''Não tivemos tempo de analisar tudo. São várias auditorias internas do banco, além de um relatório extenso do Banco Central que chegou às nossas mãos já no final dos trabalhos. A Comissão de Fiscalização vai se debruçar sobre esses documentos agora'', explicou Beraldin.
Apesar de ter a possibilidade de convocar pessoas para depor e utilizar técnicos do Tribunal de Contas (TC) do Estado em seus trabalhos, a Comissão de Fiscalização não dispõe de um poder atribuído às CPIs: o de quebrar o sigilo bancário e fiscal dos envolvidos, por exemplo. Beraldin não acredita que isso atrapalhe o andamento das investigações. ''Nada impede que nós requeiramos que a Justiça Federal quebre o sigilo se houver indícios de irregularidades. Esses dados seriam então repassados ao Ministério Público (MP) federal e estadual. A função da comissão é justamente fornecer subsídios para que o MP embase suas denúncias'', comentou o pedetista.


