Investigação ganha força na Câmara
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quinta-feira, 22 de março de 2001
Agência Estado 
A criação da comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar irregularidades e corrupção no governo ganhou ontem a adesão formal de 12 do total de 95 deputados do PMDB. Encarregado de recolher as assinaturas na Câmara, o líder do PT, Walter Pinheiro (BA), informou que 141 dos 513 deputados aderiram à CPI. São necessárias, no mínimo, 171 assinaturas de deputados para a abertura de comissão na Câmara.
No fim da tarde de ontem, depois de quase um dia de suspense, o presidente do Congresso, senador Jader Barbalho (PMDB-PA), finalmente assinou o requerimento para a criação da CPI da Corrupção. O líder do governo no Congresso, deputado Arthur Vírgilio Neto (PSDB-AM), anunciou que questionará a constitucionalidade da assinatura de Jader no requerimento da CPI.
Apesar do apoio de 12 peemedebistas, os governistas estavam ontem mais calmos. O clima melhorou um pouco até porque é quinta-feira e muita gente já foi embora, observou o presidente da Câmara, Aécio Neves (MG). No PTB, ninguém vai assinar, disse o líder do partido na Câmara, Roberto Jefferson (RJ).
Mas os oposicionistas contam com assinaturas de deputados da base aliada, como dos deputado Delfim Netto (PPB-SP) e Cunha Bueno (PPB-SP). As assinaturas dos peemedebistas foram entregues pela deputada Rita Camata (PMDB-ES). Segundo ela, mais três peemedebistas - os deputados César Schirmer (RS), Oswaldo Biolchi (RS) e Gustavo Fruet (PR) - comprometeram-se a assinar o pedido de CPI.
Os pefelistas ligados a ACM não tinham assinado o requerimento para a abertura da comissão. Dos 18 deputados do PFL da Bahia, apenas Paulo Magalhães, sobrinho de ACM, tinha aderido à CPI. Mas os outros vão assinar, afirmou.


