Investigado pelo Ministério Público Federal (MPF), o Esquema Gafanhoto resultou em um procedimento investigatório aberto em maio de 2005 e que cita mais de 60 deputados e ex-deputados estaduais do Paraná. Além dos políticos, o MPF organizou uma lista de 450 servidores públicos que teriam participação no desvio de recursos públicos do Legislativo. Pelo esquema, os salários de vários servidores eram depositados em uma conta bancária de uma única pessoa ligada a cada deputado envolvido.
O caso começou a ser investigado depois que uma funcionária pública procurou o MPF por ter tido problemas em uma declaração de imposto de renda. Ela descobriu que aparecia na lista de funcionários comissionados da Assembleia, mesmo alegando nunca ter trabalhado lá. O primeiro parlamentar a ser denunciado à Justiça pelo suposto envolvimento no esquema foi o ex-deputado estadual Carlos Simões (PR), em 2008. A esposa do deputado, Adriana Rosana Moreira Cruz, e o sogro do parlamentar, Geraldo Silva Cruz, que trabalhavam no gabinete de Simões na época do caso, também foram denuciados pelo mesmo crime. (L.C.)

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