O Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Proteção ao Patrimônio Público, órgão ligado ao MPE, vai desmembrar o procedimento em que apura a prática de nepotismo no governo do Estado, na Assembléia Legislativa, no Tribunal de Contas do Estado (TCE), além da prefeitura e Câmara de Veradores de Curitiba. Com isso, cada órgão passará a ser investigado separadamente, o que pode agilizar a conclusão dos trabalhos.
A ação que pedia a investigação do nepotismo Estadual foi proposta pelo PPS em março do ano passado. Depois de ter sido arquivado pelo procurador-geral de Justiça, Milton Riquelme de Macedo, o procedimento voltou a ser aberto por decisão do Conselho Superior do MPE. Apesar do foco principal do pedido do PPS ser o Executivo Estadual, as investigações não foram concluídas porque a Assembléia não respondeu aos ofícios em que o MPE pedia a lista de parentes de deputados que trabalham na Casa. Em resposta à promotoria, o governo do Estado admitiu haver seis parentes do governador Roberto Requião (PMDB) na estrutura do Executivo.
A coordenadora do Centro de Apoio, promotora Terezinha de Jesus de Souza Signorini, decidiu que ''as providências serão tomadas isoladamente para cada órgão investigado, diante das dificuldades da condução do procedimento de forma conjunta''. Com cada inquérito correndo de forma independente, a promotora espera que o trabalho seja mais rápido.
Mesmo com a medida, o presidente estadual do PPS, Rubens Bueno, não poupou críticas ao MPE. ''Se isso tivesse sido feito há um ano atrás, já teríamos resultados'', afirma. ''O propósito da nossa ação é mostrar que o espaço público é público e deve ser ocupado através de concurso, por merecimento'', acrescenta Bueno. (R.L.)

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