Curitiba O presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB), disse ontem estar satisfeito com o trabalho do MP estadual na investigação da morte do deputado Tiago Amorim (PTB), assassinado em dezembro de 2001, em Cascavel. Brandão recebeu ontem do promotor Marcelo Balzer Correia e do procurador de Justiça Francisco Albuquerque de Siqueira Branco, ambos lotados na Promotoria de Investigações Criminais (PIC), uma cópia da denúncia protocolada pelo MP contra nove acusados de envolvimento na morte de Amorim.
A denúncia foi protocolada em Cascavel, no dia 14. Logo após a morte de Amorim, os deputados cobraram agilidade nas apurações e apresentação de resultados, tanto da polícia, que abriu inquérito conduzido pelo delegado Alexandre Macorin, quanto do MP. Entre os denunciados está um policial civil João Adão Sampaio Shiler suspeito de ser o mandante do crime.
Segundo Branco, a intenção da visita a Brandão foi apresentar a conclusão das investigações e o conteúdo da denúncia, que deu origem ao processo penal (em tramitação em Cascavel). O MP denunciou, além do policial João Adão Shisler, Alcides Machado Meirelles (que seria o executor), Marcos Bernardes Pires, Armindo Luiz de Lima, Carlos dos Santos Correia, Marcelo Alves da Rocha, Joelço ''Guinho'' Antunes das Chagas, Everson Junke e Humberto Soares de Oliveira. Também são acusados de participarem do crime Sandro Gelasko, Arlei Zucoloto e Luiz Carlos Bernardes Pires, o ''Balaio'', esses três já mortos.
Na sexta-feira, cinco pessoas foram ouvidas pelo juiz da 1 Vara Criminal de Cascavel, Moacir Dalla Costa. Ele interrogou João Adão Sampaio Shisler, Alcides Meirelles, Joelço Antunes das Chagas, Everson Junke e Humberto Soares de Oliveira. Em breve serão ouvidas as testemunhas de acusação e de defesa.

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