A proximidade das festas de final de ano diminuiu o ritmo das investigações sobre supostas irregularidades na campanha à reeleição do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL). O Ministério Público (MP) estadual espera o início do ano para retomar os depoimentos relativos ao caso e tentar reestabelecer o sigilo sobre os documentos que compõem a investigação.

O sigilo foi quebrado por meio de um mandado de segurança obtido pelos advogados do prefeito no dia 10 de novembro. O MP entrou com um recurso junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mas teve seu pedido negado pelo plenário do órgão.

''Durante o recesso do TRE (que vai até o dia 7 de janeiro) vamos estudar se entraremos com um recurso no Tribunal Superior Eleitoral ou no próprio TRE'', explicou o promotor Wanderley Carvalho da Silva. Os promotores argumentam que a quebra do sigilo impede algumas diligências, como a quebra de sigilo bancário de empresas que realizaram doações à campanha e poderiam ter cometido sonegação fiscal.

A defesa do prefeito também estuda algumas estratégias jurídicas. Segundo o advogado de Cassio, José Cid Campêlo, a defesa do prefeito pode solicitar que o MP restrinja o foco de suas investigações. ''Iremos solicitar que a investigação seja conduzida apenas na área eleitoral'', afirma. Atualmente, as diligências estão sendo conduzidas pelos promotores da divisão de crimes contra o patrimônio público, que investiga entre outras coisas a sonegação fiscal e a utilização de dinheiro público na campanha.

O MP aguarda também um depoimento que será realizado por promotores de Minas Gerais. O MP mineiro irá ouvir a secretária do Vox Populi, Maria Rita Silva da Fonseca, que supostamente teria assinado um recibo no valor de R$ 135 mil. ''Solicitamos a nossos colegas de Minas que colham amostras da caligrafia da depoente caso ela negue ter assinado o bilhete, para a realização de perícia'', comenta o promotor Wanderley Carvalho da Silva.

mockup