Curitiba - O quebra-quebra promovido esta semana por integrantes do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) no Congresso Nacional deixou integrantes do governo federal e da oposição indignados pela violência e pela depredação do patrimônio público. Mas para o deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR), as cenas transmitidas para todo o Brasil foram didáticas e serviram para mostrar ao mundo as táticas usadas livremente por sem-terra em áreas rurais de propriedade privada. ''Foi tudo muito didático. Isso (as invasões) ocorre no Brasil o tempo todo e nunca ninguém vê. Há uma absoluta impunidade quando o assunto é sem-terra. Acho que foi uma lição para o PT. Precisamos respeitar a lei para que não se atropele o sistema'', definiu Serraglio.
O parlamentar relatou que viu no Congresso Nacional exatamente o que ele ouvia os fazendeiros relatar em invasões de terra. ''Sabe, me deu uma pitada de alegria. Quem ficava só no gabinete pode ver sua casa (o Congresso Nacional) ser invadida pelos sem-terra. Desrespeito total à propriedade. Eles usaram o poder da força. Tinha pessoas chorando. Todos estavam inseguros e não tinham para onde correr'', relatou.
O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, criticou Serraglio. Para ele, não dá para associar a invasão do Congresso Nacional com o PT. ''O PT não coordenou ação alguma. Foi um atentado à democracia. Não podemos impedir que o Congresso Nacional sofra este tipo de ataque. Não dá para associar a invasão com o PT. O Serraglio é uma pessoa muito ponderada normalmente. Mas até ele, às vezes, fala besteira'', esbravejou. Bernardo argumentou que as críticas ao PT por conta do episódio são eleitoreiras e não merecem crédito da população e da imprensa. (L.P.)

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