Intimados não comparecem para depor em inquérito do PT
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sexta-feira, 01 de setembro de 2006
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
A 20 dias de completar um ano de paralisação, o delegado da Polícia Federal Kandy Takahashi retomou ontem o inquérito que apura a denúncia de irregularidades na prestação de contas da campanha de reeleição do prefeito Nedson Micheleti (PT).
O inquérito originado da fusão de dois procedimentos abertos no dia 27 de julho e 5 de setembro de 2005, unificados por decisão da Justiça Eleitoral apura a denúncia formalizada pela ex-asessora da campanha Soraya Garcia. Conforme a ex-assessora, além dos R$ 1,3 milhão declarados pela campanha ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) como despesas, teriam sido gastos mais R$ 5,2 milhões. As investigações foram suspensas no dia 22 de setembro após diversos recursos ajuizados pelo diretório municipal do PT.
Apesar da longa paralisação, o inquérito ainda deverá aguardar mais duas semanas para algum andamento. Ontem, três pessoas intimadas para depor não compareceram e também não justificaram a ausência. Segundo o delegado, elas teriam sido citadas nos depoimentos prestados pela ex-assessora. ''Vou ter que mandar outra intimação'', disse o delegado. Até o depoimento dessas pessoas, que deve ficar para a semana do dia 11, nenhum outro depoimento deve ser tomado. ''Tenho que ouvir essas pessoas antes mas já tenho um rol de pessoas a serem intimadas'', relatou. Takahashi assegurou que o prefeito deve ser chamado a prestar esclarecimentos. ''Ele provavelmente será a última pessoa a ser ouvida.'' O delegado tem até o final de outubro para concluir as oitivas.
Nos quase dois meses da investigação conduzida pelo delegado foram cumpridos quase 40 mandados de busca e apreensão e tomados vários depoimentos de pessoas que teriam prestado serviços para a campanha petista. Em 30 dias de trabalho, um relatório parcial apontou que cerca de R$ 135 mil de gastos não teriam sido declarados à Justiça Eleitoral.


