A cada nova reunião da Comissão Processante (CP) formada na Câmara de Londrina contra o ex-vereador Orlando Bonilha (PR), mais a situação do agora comerciante - ele não fala de que ramo - parece se atenuar no Legislativo dentro da investigação que apura se ele quebrou ou não o decoro parlamentar. Instalada no início do mês passado após denúncia apresentada pela Comissão de Ética da Casa, a CP novamente ficou à deriva, em reunião realizada ontem à tarde, com a ausência de personagens-chave do inquérito que rendeu o indiciamento de cinco edis e que poderiam dirimir dúvidas que o grupo tivesse diante da suposta participação de Bonilha em eventual esquema de concussão e formação de quadrilha.
Não compareceram para depor o advogado Ricardo Amorim, o ex-vereador Henrique Barros (sem partido) e os empresários Carlos Messas, Alexandre Guimarães e Maurício de Biagi. Preso dia 9 de janeiro com R$ 9,9 mil que seriam fruto de propina paga pelos três empresários, Barros foi o único que dispôs a ainda falar com a comissão - mas após a audiência dele perante o juízo da 3 Vara Criminal, marcada para o próximo dia 7. Além do ex-vereador e de Bonilha, serão ouvidos pela Justiça, no mesmo dia, os também denunciados Flávio Vedoato (PSC), Renato Araújo (PP) e Osvaldo Bergamin (PMDB) - até ontem à tarde, nenhum deles havia tentado adiar a presença perante o juízo.
Amorim e os três empresários protocolaram na Câmara, por meio de advogados, justificativas por escrito nas quais reafirmavam o que disseram ao Ministério Público (MP) após a prisão de Barros. Em comum, todos os depoimentos citavam que o contato seria apenas com Barros, não com nenhum outro vereador. Amorim disse ter presenciado vários supostos achaques contra Guimarães.
De acordo com o presidente da CP, vereador Tercílio Turini (PPS), o novo depoimento de Barros deverá ser marcado para dia 16. ''Semana que vem vamos aproveitar os depoimentos deles e pedi-los à Justiça. Até agora, o que se disse inocenta o Bonilha'', concluiu.

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