Curitiba - O novo procurador-geral de Justiça disse ontem, momentos antes da posse, que pode disponibilizar reforço para a equipe da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público em Londrina. ''Temos que fazer um levantamento, mas a princípio minha intenção é reforçar essa área'', declarou.
O reforço na promotoria seria necessário devido o risco de prescrição de denúncias de improbidade administrativa, que geraram a abertura de processos no Ministério Público, envolvendo o ex-prefeito Antonio Belinati (hoje no PSL), no escândalo Ama/Comurb. Os crimes de improbidade, que além da devolução do dinheiro desviado, prevêem sanções como a perda do cargo público, proibição de contratação para o serviço público e suspensão dos direitos políticos, prescrevem em cinco anos a contar do fim do mandato do denunciado. Considerando que Belinati teve o mandato cassado em junho de 2000, as possíveis ações por improbidade somente poderão ser ajuizadas até junho de 2005. Atualmente a promotoria é conduzida pelas promotoras Solange Vicentin e Leila Voltarelli, além de uma equipe de assessores e auditores.
Riquelme de Macedo afirmou ainda que pretende dar continuidade ao processo de interiorização da Promotoria de Investigação Criminal, a PIC, que já existe em Curitiba, Londrina, Foz do Iguaçu e Cascavel. As próximas cidades a terem uma PIC serão Maringá e Ponta Grossa. (M.D. e Cristiane Oya)

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