O presidente do Senado, senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), disse ontem que todas as matérias que forem de interesse nacional serão aprovadas pelo Congresso. ‘‘Desejo até que o presidente Fernando Henrique não mande nada que não seja de interesse nacional’’, disse, lembrando que na medida em que se agravou a situação econômica e financeira do País, o Congresso reagiu mais prontamente às propostas do governo. ‘‘O governo somos todos nós. Não é apenas o presidente Fernando Henrique’’, disse.
ACM disse depois do ajuste fiscal, o Congresso irá discutir a reforma tributária, a reforma política e outras propostas que o presidente Fernando Henrique considerar importante para o País.
O senador baiano disse também, em entrevista coletiva, que espera que todos os partidos, além do PFL, possam crescer daqui para a frente para apresentar candidatos à sucessão presidencial em 2002. ‘‘Se todos crescerem a disputa vai ser melhor’’, afirmou.
ACM evitou comentar o fato de o presidente do PMDB, Jáder Barbalho, querer convidar o governador de Minas Gerais, Itamar Franco, para explicar à bancada peemedebista a situação econômica do Estado. ‘‘Eu não posso, evidentemente, me intrometer, mas isso mostra que o presidente do PMDB acha que a situação está inexplicada’’, ironizou.
Magalhães levou ontem ao presidente Fernando Henrique o projeto de orçamento da União aprovado no Congresso, para ser sancionado por FHC.

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