Interceptação telefônica foi legal, defende força-tarefa
Curitiba - Um grupo de procuradores que faz parte da força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) acompanhou a manifestação, ontem à tarde, em frente à Justiça Federal (JF). O coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, também fez um pronunciamento com o objetivo de esclarecer a polêmica quanto às interceptações telefônicas do ex-presidente Lula. Ele leu uma carta explicando que medida foi legalmente determinada pelo Juízo da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba. "As tentativas de amedrontar policiais federais, auditores da Receita Federal, procuradores da República e o juiz federal Sérgio Moro devem ser repudiadas. Os atentados à investigação revelam a extensão do abuso de poder e do descaso com o Estado Democrático de Direito na República", disse.
Segundo o MPF, as conversas telefônicas constituem evidências de obstrução à investigação, "em uma guerra subterrânea e desleal travada nas sombras, longe dos tribunais". E frisou que "o Ministério Público Brasileiro e a Justiça não se amedrontarão e darão fiel cumprimento à lei".
A carta, que é assinada pelos 13 procuradores que fazem parte da força-tarefa, explicou que todos os atos processuais da investigação Lava Jato são submetidos a diversas instâncias do Poder Judiciário, conforme o devido processo legal. "Ressaltamos que as decisões judiciais foram proferidas a pedido do Ministério Público Federal, por seus procuradores da República, os quais assumem publicamente a sua responsabilidade pela condução das investigações", frisou. (A.D.C)





