'Integrantes desempenhavam tarefas específicas'
Ainda no documento em que pede a prisão preventiva do ex-deputado André Vargas, o Ministério Público Federal (MPF) destaca que "evidencia-se, portanto, a atuação de uma organização criminosa estruturada para a prática criminosa, com objetivo primordial de fraudar o processo de seleção junto ao Ministério da Saúde". Conforme o órgão, "cada um dos integrantes desempenhava tarefas específicas no grupo. Leonardo Meirelles estruturava a parte técnica da empresa e as parcerias, juntamente com Pedro Argese Júnior; Alberto Youssef intermediava os contatos políticos, efetuando o lobby com André Vargas, que, por sua vez, mediante promessa de vantagem ilícita, atuou junto ao Ministério da Saúde, claramente em contato com o então ministro da Saúde, Alexandre Padilha, companheiros de agremiação partidária, para fins de alcançar o objetivo que era a inserção no mercado das PDP e assim participar da partilha do bolo de vultuosos contratos de fornecimento de medicamentos no âmbito do Ministério."
O processo que apura o uso da Labogen para celebrar contratos de câmbio para remessa ilegal de dinheiro ao exterior tramita na Justiça Federal do Paraná desde o ano passado e deve ter uma sentença proferida nas próximas semanas. Foi a primeira denúncia do MPF a ser acatada pelo juiz Sérgio Moro.
Procurada, a assessoria do Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) informou que não vai se manifestar sobre a prisão de André Vargas porque ele já não faz mais parte do partido. A reportagem também entrou em contato com o advogado de Vargas, João dos Santos Gomes Filho, mas não obteve retorno até o fechamento da edição. (R.C.J.)





