Representantes do ''Movimento Fim do Pedágio'', formado por professores da APP-Sindicato e outros representantes sociais de Jacarezinho, comemoraram ontem a liminar que desativa as duas praças de pedágio da Econorte no município. O Movimento foi autor da reclamação ao Ministério Público Federal (MPF) que culminou com a Ação Civil Pública movida contra a empresa.
''Estamos felizes porque a Justiça Federal cumpriu seu papel ao corrigir as irregularidades desta concessão e deu apoio às reinvindicações legítimas da população'', afirmou Ana Lúcia Pereira Bacon, presidente da APP e do movimento contra o pedágio. De acordo com ela, os moradores de Jacarezinho são penalizados com a tarifa de R$ 7,90 exigida no trajeto de 20km até Ourinhos, que, como pólo regional, atrai diariamente muitos estudantes e trabalhadores da localidade.
A professora criticou duramente o DER e Secretaria Estadual de Transportes por pedir à Justiça Federal que a liminar desativando os pedágios não fosse concedida - como a Folha publicou na semana passada. ''Essa é uma resposta contundente à hostilização, indiferença e contrariedade desses órgãos todas as vezes que foram procurados por nós. Nossa expectativa é que eles defendessem a população do Estado, e não a empresa concessionária.''
A professora também mandou um recado para o governador reeleito, Roberto Requião (PMDB) - com quem já conversou pessoalmente sobre o pedágio local. ''Espero que no terceiro mandato ele reveja a postura do DER de criticar o pedágio em entrevistas e defender a empresa no processo judicial. Nós vamos precisar muito do apoio dele nos tribunais de Porto Alegre e Brasília, que certamente serão procurados pela Econorte''.
Ana Lúcia Bacon disse ainda que o ''Movimento Fim do Pedágio'' vai continuar ativo para exigir da empresa a restituição dos valores cobrados dos usuários ''irregularmente'' desde 2002.

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