Leandro Donatti
De Curitiba
A Comissão Especial de Investigação (CEI), criada pela Assembléia do Paraná para auxiliar os trabalhos da CPI do Narcotráfico, está em crise. A menos de uma semana da chegada da CPI no Paraná, os dos integrantes estão em rota de colisão. O presidente da CEI, Ângelo Vanhoni (PT), foi bombardeado por Algaci Túlio (PTB), o vice-presidente da comissão. Túlio o acusa de centralizar as investigações e de promover reuniões secretas. ‘‘O Vanhoni está muito afoito. Tem feito reuniões paralelas e nós não aceitamos ser laranjas’’, disparou Túlio.
O vice da CEI diz que vai reunir os demais integrantes da comissão – Tiago Amorim (PTB), Fernando Carli (PPB), José Maria Ferreira (PSDB), Caíto Quintana (PMDB) e Luiz Carlos Alborghetti (PTB) – para ‘‘lavar roupa suja’’. O estompim da crise foi o depoimento de Vanhoni prestado à CPI, semana passada. ‘‘Não sabíamos de nada’’, reclamou Túlio. ‘‘Foi um convite que me fizeram. Não precisava pedir a autorização’’, reagiu Vanhoni.
O deputado tem sofrido outras retaliações desde o depoimento. O líder do governo, Valdir Rossoni (PTB), acusa Vanhoni de generalizar acusações, sugerindo o envolvimento de parlamentares com o narcotráfico. Deputados articulavam ontem o enquadramento de Vanhoni em crime por falta de decoro. Percebendo a manobra, o petista disse que vai pedir cópia do seu depoimento à CPI, para atestar que quem levantou suspeita de que tem deputado envolvido com droga foi uma testemunha do Paraná ouvida pela CPI.

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